Menopausa Positiva Reflexões & Ciência
Este é um espaço meu — e agora também teu.
Aqui escrevo sobre menopausa, saúde hormonal e o impacto real que esta fase tem no corpo, no trabalho e na vida das mulheres.
Com base científica, mas linguagem clara, partilho reflexões dirigidas a mulheres em transição, e também a farmácias e empresas que querem fazer parte da mudança.
Perimenopausa: o que é, quais os sintomas e porque ninguém nos avisou...
9/02/2026
Se tens mais de 40 anos e sentes que “já não és bem tu”, mas também ainda não estás na menopausa…
Este artigo é para ti.
Não estás a imaginar coisas.
Não estás fraca.
E não estás sozinha.
A perimenopausa é a fase de transição que antecede a menopausa.
Pode começar vários anos antes da última menstruação — entre 5 a 10 anos — e, para muitas mulheres, surge quando a vida já está cheia: trabalho, filhos, pais, responsabilidades, decisões.
É uma fase real, fisiológica e profundamente transformadora.
Mas quase ninguém fala dela.
👉 É pouco falada
👉 Raramente é diagnosticada
👉 E muitas mulheres acham que estão “a perder o controlo” ou “a ficar malucas”
Quando, na verdade, o corpo está apenas a tentar adaptar-se.
Durante a perimenopausa, os ovários começam a produzir estrogénios e progesterona de forma irregular.
Não é uma descida suave.
É um carrossel hormonal 🎢 — com picos, quedas e voltas inesperadas.
E isso explica porque podes sentir:
ciclos menstruais irregulares
SPM mais intenso ou diferente do habitual
ansiedade, irritabilidade ou oscilações de humor sem razão aparente
cansaço extremo, mesmo depois de dormir
dificuldade em adormecer ou manter o sono
aumento de peso (sobretudo na zona abdominal)
brain fog: lapsos de memória, dificuldade de concentração, sensação de “mente enevoada”
➡️ Nada disto é fraqueza.
➡️ Tudo isto tem base biológica.
Porque, durante décadas, a saúde feminina foi vista de forma limitada e fragmentada:
gravidez
contraceção
menopausa como “fim da linha”
A perimenopausa ficou ali no meio — invisível, ignorada, desvalorizada.
E o resultado?
Milhares de mulheres a duvidar de si próprias, quando o que precisavam era de informação.
Não é preciso “resolver tudo” de uma vez.
Pequenos passos fazem uma grande diferença.
✔️ Dormir passou a ser prioridade, não luxo
✔️ Comer proteína em todas as refeições para apoiar energia e massa muscular
✔️ Reduzir açúcar e álcool (mesmo quando custa — e custa)
✔️ Gerir o stress como parte do tratamento, não como extra
✔️ Procurar ajuda informada — em vez de simplesmente “aguentar”
Entender o que se passa no teu corpo é o primeiro passo para voltares a sentir-te tu.
A perimenopausa não é o fim de nada.
Pode ser o início de uma fase mais consciente, mais alinhada e mais tua — se tiveres a informação certa.
Um forte abraço,
Luísa 💛
Terapia Hormonal da Menopausa: estamos a entrar numa nova era?
15/02/2026
Durante mais de 20 anos, muitas mulheres ouviram a mesma frase, dita com ar definitivo:
“Já passou da idade para fazer terapia hormonal.”
Mas… e se essa regra não for assim tão simples?
E se estiver baseada em dados antigos, interpretações excessivamente cautelosas e numa visão pouco personalizada da saúde feminina?
Um artigo publicado em janeiro de 2025 na The Lancet Diabetes & Endocrinology, assinado por Sasha Taylor e Susan R. Davis, veio relançar uma discussão essencial: é tempo de rever as recomendações para o início da terapia hormonal da menopausa (THM)?
A resposta curta: sim.
A resposta longa — e importante — explico-te neste artigo.
Para percebermos onde estamos hoje, é preciso recuar a 2002, quando foram publicados os primeiros resultados do famoso estudo Women’s Health Initiative (WHI).
Esses dados sugeriam um aumento do risco de cancro da mama, AVC e outros eventos cardiovasculares em mulheres a fazerem terapia hormonal combinada. O impacto foi enorme — quase traumático — tanto para médicos como para mulheres.
📉 Em poucos anos, a prescrição de terapia hormonal caiu drasticamente.
Surgiu então a chamada “janela de oportunidade”:
Tudo o que estivesse fora desse intervalo passou a ser visto como perigoso.
O problema?
Essas recomendações basearam-se em dados que hoje sabemos estar descontextualizados.
Muita coisa. E a ciência não ficou parada.
Nas últimas duas décadas:
Hoje sabemos que:
É precisamente aqui que entra a proposta de Taylor e Davis.
Um dos pontos centrais do artigo é simples, mas poderoso: usar a idade como critério absoluto é biologicamente simplista.
Duas mulheres com 62 anos podem ter:
Negar terapia hormonal apenas com base na data de nascimento não é medicina personalizada — é medicina administrativa.
As autoras defendem que a decisão deve ser baseada em:
Outro ponto-chave deste novo paradigma é a diferença entre estrogénio oral e transdérmico.
🔴 O estrogénio oral:
🟢 O estrogénio transdérmico (adesivos, gel ou spray):
Este detalhe muda completamente o jogo — e durante anos foi pouco comunicado.
Talvez a ideia mais revolucionária deste novo olhar seja esta: a terapia hormonal não serve apenas para “apagar sintomas”.
O estrogénio atua em múltiplos mecanismos associados ao envelhecimento:
Na prática, isto significa que a THM pode:
É importante ser clara:
❌ a terapia hormonal não é para todas,
❌ e não deve ser iniciada sem avaliação cuidadosa
Mas também não deve ser automaticamente excluída.
As diretrizes mais recentes continuam a alertar para riscos com:
Por outro lado:
✔️ reconhecem maior segurança do estrogénio transdérmico
✔️ consideram o estrogénio vaginal seguro, mesmo em mulheres com história de AVC
✔️ reforçam a importância da decisão partilhada
Um marco importante aconteceu em 2025: a FDA iniciou a remoção dos avisos de “black box” dos produtos de terapia hormonal, reconhecendo que os riscos foram exagerados e mal comunicados durante anos.
Apesar do entusiasmo crescente nas redes sociais, a evidência é clara:
Taylor chama a atenção para algo que vejo todos os dias na prática: a menopausa acontece muitas vezes no pico da carreira profissional.
Sintomas não tratados associam-se a:
Não porque as mulheres “ficam incapazes”, mas porque continuam a exigir de si próprias o mesmo… com um corpo diferente.
Falar de menopausa é também falar de equidade no local de trabalho.
As conclusões são claras:
a idade isolada não deve ser uma contraindicação absoluta
a via transdérmica é hoje o padrão de maior segurança
a terapia hormonal pode ser parte de uma estratégia de envelhecimento saudável
a decisão deve ser individual, informada e acompanhada
o maior impedimento continua a ser a falta de formação em menopausa
Estamos a assistir a uma mudança de paradigma. Lenta, mas necessária.
E talvez o mais importante:
As mulheres merecem decisões baseadas na ciência atual — não em medos do passado.
Com informação, escuta e personalização, a menopausa pode deixar de ser um “fim” e passar a ser uma fase de ajuste consciente e cuidado ativo.
Um forte abraço, continuo convosco
Luísa
A menopausa entra todos os dias na farmácia — mas ainda sai sem respostas
22/02/2026
Todos os dias, mulheres em perimenopausa e pós-menopausa entram na farmácia comunitária.
Raramente dizem a palavra “menopausa”.
Dizem antes:
“Ando sempre cansada e não durmo.”
“Sinto-me ansiosa, não sei o que se passa comigo.”
“Engordei e faço tudo igual…”
“Preciso de algo para dormir.”
“Tem alguma coisa para a memória?”
E nós respondemos.
Dispensamos. Aconselhamos. Sugerimos.
Mas muitas vezes, algo fica por dizer.
A menopausa está lá. Só não está nomeada.
E quando algo não é nomeado, dificilmente é compreendido.
E quando não é compreendido, dificilmente é bem acompanhado.
1 — O paradoxo da farmácia comunitária
A farmácia é, para muitas mulheres, o primeiro e mais acessível ponto de contacto com o sistema de saúde.
É:
✔️ próxima
✔️ familiar
✔️ baseada na confiança
✔️ disponível sem marcação
A mulher entra porque confia.
Porque se sente segura.
Porque não quer (ou não consegue) marcar consulta.
Mas, na prática, a menopausa é muitas vezes:
❌ fragmentada em sintomas isolados
❌ abordada de forma reativa
❌ tratada sem enquadramento hormonal e biológico
❌ resolvida com “algo para aliviar” — e não com compreensão
Não por falta de competência, mas por falta de modelo integrado.
E isto é duro de admitir, mas é libertador reconhecer.
2 — O risco do modelo “sintoma-a-sintoma”
Quando olhamos apenas para:
insónia
ansiedade
aumento de peso
queixas cognitivas
secura vaginal
irritabilidade
Perdemos algo essencial.
Perdemos a visão da mulher como um sistema hormonal em transição.
Perdemos a oportunidade de:
👉 educar
👉 normalizar o que é comum (mas não precisa ser sofrido)
👉 prevenir agravamentos metabólicos
👉 identificar risco cardiovascular precoce
👉 falar de músculo, insulina, cortisol, sono
👉 mudar trajetórias
A mulher sai com um produto.
Mas não sai com respostas.
E volta.
E volta outra vez.
Às vezes durante anos.
Até que um dia diz:
“Eu já não sei quem sou.”
E nós podíamos ter sido o ponto de viragem.
3 — O farmacêutico como agente de literacia em saúde feminina
O farmacêutico comunitário ocupa uma posição única — e raramente valorizada — na saúde da mulher:
Traduz ciência em linguagem simples
Valida sintomas que muitas mulheres desvalorizam ou se culpabilizam
Identifica sinais de alerta
Orienta para referenciação quando necessário
Aconselha com base na evidência
Mas podemos ir mais longe.
O farmacêutico comunitário pode deixar de ser apenas dispensador de soluções pontuais e passar a ser:
Facilitador de consciência
Educador em saúde hormonal
Agente de prevenção metabólica
Aliado estratégicos da mulher 40+
Porque a menopausa não é "apenas afrontamentos".
É:
Resistência à insulina,
Perda de massa muscular e óssea,
Risco cardiovascular aumentado,
Vulnerabilidade cognitiva,
Desregulação do sono,
Impacto na autoestima,
Impacto nas relações, no trabalho...
E tudo isto passa, todos os dias, pelo balcão da farmácia.
4 — Mudar o paradigma: da “queixa” à transição biológica
Não se trata de “tratar a menopausa”.
Trata-se de acompanhar uma mulher numa transição biológica complexa.
Com:
Enquadramento hormonal
Visão metabólica
Educação alimentar
Orientação sobre exercício adequado
Gestão de stress e higiene de sono
Validação emocional
Quando a menopausa é reconhecida, explicada e contextualizada, algo muda.
A mulher deixa de se sentir “avariada” e passa a sentir-se informada.
Capaz. Responsável. Empoderada.
E a farmácia deixa de ser um ponto de passagem.
Passa a ser um ponto de viragem.
5 — Colega farmacêutico, deixo-te uma pergunta
Quantas mulheres atendes por dia com sintomas que provavelmente são perimenopausa… mas nunca foram enquadrados como tal?
E outra pergunta ainda mais importante:
Estás confortável a fazer esse enquadramento?
Se a resposta for “não totalmente”, não é uma falha tua.
A nossa formação base quase não nos preparou para isto.
Eu própria só comecei verdadeiramente a compreender a profundidade desta fase quando a vivi na pele.
Quando comecei a estudar hormonas além do ciclo menstrual.
Quando percebi que não basta saber o que é FSH e estradiol — é preciso compreender metabolismo, músculo, insulina, microbiota, cortisol, estilo de vida.
E é exatamente por isso que hoje a minha missão é também ajudar colegas farmacêuticos a ganharem segurança nesta área.
Porque quando o farmacêutico compreende a menopausa de forma integrada:
Melhora o aconselhamento
Aumenta a confiança da utente
Diferencia-se profissionalmente
Cria impacto real
e eleva o papel clínico da farmácia comunitária
Se queres aprofundar o teu conhecimento em menopausa…
Se sentes que:
Queres estruturar melhor o teu raciocínio clínico nesta área
Queres deixar de aconselhar apenas sintoma-a-sintoma
Queres compreender verdadeiramente a fisiologia por detrás das queixas
Queres ganhar segurança nas conversas difíceis
Queres posicionar-te como referência em saúde feminina na tua farmácia
Fala comigo. Desenvolvo formação específica para farmacêuticos que querem elevar o seu nível de intervenção na saúde da mulher 40+.
A menopausa não é uma pausa.
É uma transição.
E pode ser — também para nós — um novo posicionamento profissional.
Se queres saber mais, envia-me mensagem.
Vamos transformar a farmácia num verdadeiro espaço de literacia hormonal.
Com ciência.
Com empatia.
Com impacto real.
Um abraço a todos(a),
Luísa
Menopausa no Trabalho: o silêncio que está a custar talento às empresas
01/03/2026
Há poucos dias dei uma palestra sobre menopausa no trabalho.
Sala cheia. Mulheres brilhantes. Líderes, gestoras, executivas, profissionais altamente qualificadas.
Falámos de hormonas. De sono partido. De nevoeiro mental. De irritabilidade que não reconhecem. De perda de confiança. De ganho de peso inexplicável. De ansiedade que aparece “do nada”.
Até aqui, tudo fluía.
Mas houve um momento que me ficou gravado.
Quando sugeri estratégias práticas para comunicarem com as suas lideranças sobre os desafios desta fase… senti resistência.
Não era desinteresse. Era medo.
Olhares que diziam:
“A minha liderança não vai entender.”
“Se eu falar disto, vão achar que estou a perder capacidades.”
“E se isto comprometer a minha progressão?”
E nesse instante percebi algo que precisamos urgentemente de discutir:
A menopausa já está nas empresas. O que não está é a conversa.
Quem é esta mulher que entrou na sala de reuniões?
Se leste o meu livro "Meno… quê?", sabes que começa com uma pergunta:
"Quem é esta mulher que tomou conta do meu corpo?"
Agora acrescento outra:
Quem é esta mulher que entrou na sala de reuniões… e já não se reconhece?
É a mesma profissional de sempre.
Competente. Experiente. Responsável. Estratégica.
Mas:
E não sabe se pode falar sobre isto...
Porque fomos ensinadas que a menopausa é algo privado.
Algo “da idade”.
Algo que se aguenta em silêncio.
Mas não estamos a falar de vaidade.
Estamos a falar de fisiologia.
O que está realmente a acontecer no corpo dela?
Na perimenopausa, os níveis de estradiol e progesterona tornam-se erráticos.
E estas hormonas não regulam apenas o ciclo menstrual.
Regulam:
Quando o estradiol oscila, o cérebro sente.
Quando a progesterona cai, a ansiedade aumenta.
Quando o sono fragmenta, o cortisol sobe.
E quando o cortisol sobe, a clareza mental desce.
Isto não é fraqueza. É biologia.
E ignorar biologia nunca foi uma boa estratégia de gestão.
O custo invisível para as empresas
Vamos falar de números — mesmo que ainda não estejam todos medidos em relatórios internos.
Quando uma mulher em pico de carreira:
Reduz a sua ambição por exaustão
Recusa promoções por insegurança momentânea
Sai da empresa porque não se sente apoiada
Diminui performance por privação crónica de sono
Trabalha a dobrar para “compensar” algo que ninguém vê
A empresa perde:
experiência.
liderança madura.
visão estratégica.
diversidade etária real.
E o mais grave?
Perde talento silenciosamente.
Porque estas mulheres não estão a fazer barulho.
Estão a aguentar.
Até deixarem de conseguir.
O medo de falar
Naquela sala, percebi algo muito claro:
Muitas mulheres não falam porque acreditam que falar é arriscar.
Arriscar:
E isso diz-nos algo importante:
O problema não é a menopausa. É a cultura.
Se uma colaboradora sente que mencionar uma fase biológica natural pode prejudicar a sua carreira, então não temos uma cultura de segurança psicológica. Temos uma cultura de performance sem humanidade.
Líderes: deixo-vos algumas perguntas:
Sabem quantas estão a esconder afrontamentos, ansiedade ou lapsos de memória?
E mais importante, a vossa empresa é um espaço onde uma mulher pode dizer:
“Estou numa fase biologicamente exigente e preciso de ajustar algumas estratégias.”
Sem medo?
Não se trata de privilégios. Trata-se de inteligência organizacional.
Criar uma cultura informada sobre menopausa não significa baixar padrões.
Significa:
Ajustar expectativas temporariamente quando necessário
Criar formação para líderes intermédios
Normalizar a conversa
Oferecer apoio estruturado
Rever políticas de flexibilidade
Integrar saúde hormonal na estratégia de bem-estar corporativo
As empresas investem em liderança feminina.
Mas esquecem-se que essas líderes também envelhecem.
E envelhecer não é perder valor.
É ganhar maturidade — se houver suporte adequado.
A menopausa não é uma pausa. É uma transição.
Tal como escrevi no meu livro:
“Passar pela menopausa é inevitável. Sofrer com a menopausa é opcional.”
Nas empresas, podemos adaptar a frase:
Ignorar a menopausa é opcional. Mas o custo de ignorar… é real.
Estamos a falar de mulheres entre os 40 e os 55 anos.
As mesmas que:
Não podemos continuar a tratar esta fase como um assunto menor.
O que pode ser feito?
Cada organização é diferente.
Mas já trabalhei com empresas onde implementámos:
Com resultados claros:
Um convite aos líderes
Se lidera uma empresa ou equipa, deixo-lhe um desafio:
Não espere que o problema apareça nos relatórios de rotatividade.
Antecipe. Informe-se. Crie estrutura antes que o talento se desgaste.
Se quer desenvolver uma estratégia adaptada à realidade da sua organização — baseada em ciência, mas ajustada à sua cultura interna — fale comigo.
Podemos construir soluções individualizadas para a sua empresa.
Porque a menopausa não é um problema feminino.
É uma questão de liderança inteligente.
E as organizações que compreenderem isto primeiro… vão liderar melhor.
Vamos falar abertamente de menopausa? Dê o próximo passo!
Até já!
Luísa
Porque engordamos na Menopausa (mesmo a fazer tudo "certo"?
18/03/2026
Se esta frase te soa familiar, deixa-me dizer-te uma coisa importante logo à partida: não estás a falhar.
O teu corpo é que já não funciona segundo as mesmas regras.
Durante a perimenopausa (e depois na pós-menopausa), as estratégias que resultavam aos 30 deixam simplesmente de resultar.
E insistir nelas só gera frustração, culpa e exaustão.
Nesta fase, o corpo passa por alterações profundas — e silenciosas:
↓ Estrogénio → aumenta a resistência à insulina
↓ Massa muscular → metabolismo mais lento
↑ Cortisol (stress) → maior tendência para acumular gordura abdominal
👉 O corpo entra em modo de proteção, não de castigo.
Está a tentar preservar energia, não a sabotar-te.
A gordura abdominal não é “preguiçosa”. É metabolicamente ativa e altamente sensível às hormonas do stress. Com oscilações hormonais, noites mal dormidas e níveis alterados de cortisol, o corpo escolhe a zona abdominal como reserva “segura”.
➡️ Não é falta de disciplina.
➡️ Não é falta de força de vontade.
➡️ É fisiologia feminina em transição.
Quando o peso sobe, muitas mulheres fazem exatamente o que aprenderam durante anos — e isso acaba por jogar contra elas:
❌ Comer cada vez menos
❌ Fazer apenas exercício cardiovascular
❌ Saltar refeições
❌ Cortar totalmente os hidratos de carbono
❌ Tratar o sono como opcional
Estas estratégias aumentam o stress metabólico, fazem cair ainda mais a massa muscular e mantêm o corpo em alerta.
Não é sobre fazer mais. É sobre fazer diferente.
✔️ Proteína suficiente (é essencial para músculo, saciedade e estabilidade glicémica)
✔️ Treino de força (mesmo em casa, mesmo curto — mas consistente)
✔️ Gestão ativa do stress (porque o cortisol conta, e muito)
✔️ Ritmo alimentar estável (o corpo gosta de previsibilidade)
✔️ Estratégias ajustadas à tua fase hormonal, não ao corpo que tinhas há 15 anos
O objetivo não é voltar ao corpo de antes. É criar um corpo forte, funcional, saudável e sustentável agora.
Um corpo que te apoia nesta fase da vida — em vez de um corpo que tentas constantemente controlar.
Se isto te trouxe clareza (ou alívio), então já foi um bom começo 💛
Um forte abraço, com compreensão!
Luísa
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Luísa Santos - Saúde Hormonal Integrativa da Mulher
Praceta das Travessas, 10
Carvoeira, Mafra
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